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© 2017 Camilla Estima.

Uma festa na piscina livre de pressões com o corpo....será que é possível?

February 21, 2017

 

Imagine a cena. Um sábado à tarde de verão. Uma festa em uma piscina com um visual espetacular. Noventa mulheres (sim, 90!) altas, baixas, estatura mediana; com cabelo liso, cacheado, curtos, compridos. Os corpos? De todos os tipos....magras, corpo violão, gordinhas, com e sem celulite. O traje? Biquíni, maiô, saída de praia ou qualquer roupa que lhes fizesse sentir bem. Adiciona a isso um fator que ninguém vê: livre de preocupação de estarem sendo julgadas, suas "imperfeições" apontadas ou comentadas. Elas estavam dentro ou fora da água, tirando selfies ou fotos de biquíni....comidinhas deliciosas e bebida gelada. Embaladas ao som de uma DJ incrível que soube muito bem levantar ainda mais o astral....e a pista enche – tocou de tudo, desde as empoderadas Beyoncé até axé music. Parece cena de filme, não é? Mas não foi.....

 

Isso tudo aconteceu de verdade e eu pude viver essa experiência sem acreditar muito no que estava acontecendo. Ainda estou processando isso tudo, talvez seja por isso que resolvi escrever a respeito, e confesso que a cada momento que relembro em minhas memórias, me emociono demais. Esse evento foi idealizado com maestria pelas queridas Joana Cannabrava e Carla Paredes do blog (F)utilidades, que tenho o prazer de fazer parte da equipe, com a produção incrível da Lívia Forte. Mas essa festa não foi inventada a partir do nada, ela foi resultado de tantas coisas. Quem acompanha meus posts sabe que escrevo para o blog desde o ano passado, a partir do momento que as meninas deram uma redirecionada do posicionamento para falar abertamente “no mundo blogueiro” e influenciador da internet sobre autoestima. Sou amiga da Joana há alguns anos, a partir do momento que a vida nos cruzou num caminho inusitado durante uma sessão de meditação e confesso que nunca, nem em mil anos, eu imaginaria o tanto de coisa boa que ia acontecer.

 

 

Pois bem, elas criaram um grupo no facebook, o #paposobreautoestima que para mim começou despretensiosamente e meu queixo foi caindo. Incialmente faziam parte do grupo meninas, amigas das fundadoras do blog, que chamam amigas com alguma questão de autoestima ou que poderiam se beneficiar com as postagens. O grupo já tinha uma força interna imensa e a meu ver o ponto de partida para virar o que é hoje foi o início do verão de 2016. Começou quase que naturalmente um movimento partindo das próprias meninas do grupo de postarem fotos suas de biquíni na praia, piscina ou qualquer situação nesse contexto. Foi inacreditável assistir essas mulheres com diferentes histórias de vida, inseguranças comum à maioria das mulheres postando suas fotos e contando um pouco delas e de como aquele grupo estava as ajudando a curtir realmente o verão se preocupando menos com o corpo. Uma força de reforço positivo coletivo desabrochou e avalanche de libertação de suas próprias crenças ou amarras quanto ao seu corpo. Como eu sempre falo, acho que foi um ponto de partida para aceitação desse processo todo, mas que dificilmente há volta para o que era antes (ainda bem!).

 

 

E sabe por que isso aconteceu? Não foi lavagem cerebral nem imposição de nada.....inconscientemente foi criado um ambiente de acolhimento e afeto feminino onde por mais que as pessoas postassem fotos e ainda destacassem algum defeito ou imperfeição que a incomodasse, as meninas comentavam o que elas estavam realmente vendo naquelas fotos: mulheres lindas, cheias de vida, com bagagem emocional e que podem sim aceitar seus corpos com são.

 

 

 

Isso tudo traz uma paz em meu coração, pois há aproximadamente 10 anos eu venho em meu trabalho como nutricionista tentando nadar contra a maré de um padrão de beleza inatingível, de mensagens em diferentes veículos de comunicação que fazem você se sentir diminuída frente ao corpo de uma famosa, ou à dieta que ela faz, ou à força de vontade exagerada mostrada nas redes sociais. Levo a minha mensagem a amigos, pacientes, colegas de trabalho, alunos nas minhas aulas de graduação e pós graduação....mas sabe aquela sensação de se sentir pouco ouvida?

 

 

Pois é.....mas acho que finalmente eu estou vivendo um momento que parece que as coisas estão começando a mudar. Não só no grupo, mas também em comentários super bacanas e positivos que tenho recebido nas minhas redes sociais e também no meu consultório. Vejo que as pessoas estão fartas de todo esse mundo obsessivo em busca de padrões e dietas inatingíveis, e elas querem sim estar mais confiantes com seus corpos, melhorar sua relação com a comida e aceitarem elas como são (e isso não significa acomodação – que fique bem claro!). Como eu disse ontem à Joana, quando nos encontramos por acaso e quando nos vimos demos um abraço onde a gente não sabia se ria ou chorava de gratidão por tudo que aconteceu naquele sábado, esse é o começo do caminho. Que nos traz paz e confiança no que estamos fazendo, e que esperamos conseguir influenciar com responsabilidade e positivamente tantas outras meninas que buscam essa libertação.

 

 

 

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